segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pai acusa segurança do Extra de ter chamado seu filho de ‘negrinho sujo’

O reciclador Diógenes da Silva (foto), 34, acusou quatro seguranças do hipermercado Extra, na Penha, zona leste da cidade de São Paulo, de ter confinado o seu filho em uma sala sob a suspeita de furto e tê-lo chamado de “negrinho sujo e fedido”. A discriminação teria ocorrido na quinta-feira, 13.

Ele contou que o seu filho, na sala do Extra, foi obrigado a baixar a bermuda e levantar a camiseta para que os seguranças verificassem se tinha pegado algum produto. Falou que lá já estavam dois garotos negros também acusados de furto.

À polícia, T., o garoto, contou que um segurança que ele chama de 'japonês' (de traços orientais) batia na mesa com um papelão enrolado e dizia: "Olha para cá, negrinho. Isso é bom para bater'. Também também que o segurança ameaçou pegar um chicote e passou um canivete perto da barriga dela.

Garoto disse que os segurança continuaram suspeitando de furto mesmo quando ele mostrou uma nota fiscal de no valor de R$ 14,64 do que comprara: dois pacotes de biscoito, dois pacotes de salgadinhos e um refrigerante.

A Comissão de Igualdade Racial da Seção de São Paulo da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) está acompanhando o caso.

O Extra pertence ao Pão de Açúcar, o maior grupo do país no setor varejista de supermercado. Em 2009, faturou R$ 26 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercado.

Em nota, o grupo negou que tenha havido racismo da parte dos seguranças.

“Os relatos [do pai] não condizem com a verdade”, disse. “[Os seguranças] agiram de maneira respeitosa e ética, seguindo o padrão operacional da empresa.”

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