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Diretora de escola paulista diz à professora: ‘Entra aqui, macaca’

A Justiça condenou Francisca Teixeira, diretora de uma escola pública de São Paulo, a um ano de prisão por racismo. À professora Neusa Marcondes, que estava na porta de sua sala, ela disse: “Entra aqui, macaca, venha assinar este documento”.

A prisão foi convertida no pagamento de um salário mínimo.

Alexandre Barduzzi Vieira, advogado da diretora, disse que a sua cliente usou uma frase “infeliz”, mas não teve intenção de ofender porque se referiu à “hiperatividade” da professora.

A Justiça não aceitou a argumentação.

Vieira disse que Francisca vai recorrer da sentença, ditada, segundo ele sugere, pela ideologia do politicamente correto.

"Vamos chegar ao ponto de não poder usar mais nenhuma expressão”, disse. “Não poderíamos ensinar a teoria de Darwin, que se refere ao homem como descendente do macaco.”

O advogado está mal informado porque Charles Darwin (1809-1882) nunca disse que o homem descende do macaco. O que o naturalista britânico escreveu é que homem e macaco têm ancestral em comum.

Com informação da Folha.
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Síndico tentou impedir que 'negrinha' filha de empregada tivesse amigos

O síndico de um prédio de condomínio do Ceará sentiu-se incomodado com a presença de uma menina – a “negrinha”, conforme ele dia – filha de uma empregada que passou a morar ali, junto com a patroa.

Quando a garota fez amizade com adolescentes do prédio, ele não se conteve. Avisou os moradores para evitar que os seus filhos tivessem contato como a filha da empregada.

Um dia, o sindico viu a garota na piscina do condomínio e foi demais para ele. Antecipou o fechamento da piscina e determinou que a menina dali por diante não poderia frequentar o local, mesmo ela sendo, de fato, uma moradora do prédio.

Com o apoio da patroa e de testemunhas, a mãe da menina registrou queixa na polícia e o síndico foi condenado pelo crime de racismo e incitar a discriminação.

A condenação foi um ano de reclusão em regime aberto, que foi substituída por uma pena restritiva de direitos e prestação de serviço à comunidade.

Uma pena leve, mas assim o síndico tentou livra-se dela. Ele pediu a anulação da sentença – ou o seu ‘trancamento’, no jargão jurídico – por intermédio de um habeas corpus com o argumento de não ter havido justa causa.

A decisão do STJ (Superior Tribuna de Justiça) acabou de ser anunciada: a condenação foi mantida.

O ministro Jorge Mussi, relator do caso, rejeitou a alegação do síndico porque a investigação policial, segundo ele, produziu provas de que de fato houve discriminação. A tese, portanto, da falta de “justa causa” não pegou.

Pesou também contra o síndico o fato dele ter sido condenado em outro processo.
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Pai acusa segurança do Extra de ter chamado seu filho de ‘negrinho sujo’

O reciclador Diógenes da Silva (foto), 34, acusou quatro seguranças do hipermercado Extra, na Penha, zona leste da cidade de São Paulo, de ter confinado o seu filho em uma sala sob a suspeita de furto e tê-lo chamado de “negrinho sujo e fedido”. A discriminação teria ocorrido na quinta-feira, 13.

Ele contou que o seu filho, na sala do Extra, foi obrigado a baixar a bermuda e levantar a camiseta para que os seguranças verificassem se tinha pegado algum produto. Falou que lá já estavam dois garotos negros também acusados de furto.

À polícia, T., o garoto, contou que um segurança que ele chama de 'japonês' (de traços orientais) batia na mesa com um papelão enrolado e dizia: "Olha para cá, negrinho. Isso é bom para bater'. Também também que o segurança ameaçou pegar um chicote e passou um canivete perto da barriga dela.

Garoto disse que os segurança continuaram suspeitando de furto mesmo quando ele mostrou uma nota fiscal de no valor de R$ 14,64 do que comprara: dois pacotes de biscoito, dois pacotes de salgadinhos e um refrigerante.

A Comissão de Igualdade Racial da Seção de São Paulo da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) está acompanhando o caso.

O Extra pertence ao Pão de Açúcar, o maior grupo do país no setor varejista de supermercado. Em 2009, faturou R$ 26 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercado.

Em nota, o grupo negou que tenha havido racismo da parte dos seguranças.

“Os relatos [do pai] não condizem com a verdade”, disse. “[Os seguranças] agiram de maneira respeitosa e ética, seguindo o padrão operacional da empresa.”
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Torcedores escoceses atiraram no gramado bananas para Neymar


O atacante Neymar (foto) foi hostilizado e alvo de racismo por torcedores escoceses, que atiraram uma banana no gramado quando o jogador saía de campo. Neymar foi substituído nos minutos finais após fazer os dois gols da vitória do Brasil contra a Escócia, neste domingo, em Londres.

Há poucos dias, o brasileiro Roberto Carlos, que defende o time russo Anzhi, sofreu agressão semelhante. Antes da vitória sobre o Zenit, em São Petesburgo, um torcedor do clube adversário ofereceu uma banana ao brasileiro na entrada dos times em campo.

Neymar foi vaiado pela torcida adversária durante toda a partida, principalmente quando sofria faltas. Melhor jogador em campo, o atacante lamentou a atitude dos escoceses.

"Ficamos totalmente tristes com isso. Não é bom sair do país e ver coisas assim. É melhor nem tocar no assunto" afirmou o atleta ao SporTV.

Convocado pela terceira vez, Neymar soma três gols em três partidas com a camisa da seleção.

"Racismo não tem espaço no mundo. Na Europa, que se diz um país do primeiro mundo, é onde acontece mais", reclamou o volante brasileiro Lucas, que joga pelo Liverpool.
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Deputado Bolsonaro afirma que namoro com negra é 'promiscuidade'

No quadro “O Povo Quer Saber”, do programa CQC que foi levado ontem ao ar na Band, o deputado Jair Messias Bolsonaro (foto), do PP-RJ, ao responder a uma pergunta gravada de Preta Gil, afirmou não temer que um de seus filhos namore uma negra.

"Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro este risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambientes, como lamentavelmente é o teu".

O deputado disse também, em resposta a um popular, que não passa pela sua cabeça ter um filho gay. “Eles [os filhos] tiveram uma boa educação. Eu sou um pai presente, então não corro esse risco.”

Preta Gil escreveu hoje no Twitter que vai processar Bolsonaro. “Sou uma mulher Negra, forte e irei até o fim contra esse deputado, racista, homofobico, nojento, conto com o apoio de vocês. Não farei somente por mim e pela minha familia, que foi ofendida e caluniada por ele, mas também por todos os negros e gays desse País".

"NÃO SOU RACISTA" - atualização

Após a repercussão de suas afirmações ao CQC, o deputado Bolsonaro afirmou no início da tarde de hoje que não é racista e que só respondeu a Preta Gil daquele jeito -- referindo-se à promiscuidade -- porque não entendeu a pergunta. Mas tirando isso, ele mantém tudo que disse.

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Homem é preso por chamar mulher de ‘negra safada’

Um homem foi preso em flagrante na quinta (29) por agressão física a uma mulher e por racismo. Ele a chamou de “negra safada” dentro de um ônibus de Brasília.

Ele disse à policia que tinha sido ofendida pela mulher, mas essa versão não foi confirmada por nenhuma testemunha.

Durante a briga, um passageiro tentou acalmar o homem, mas acabou levando socos no rosto. A informação é do DFTV.

O agressor foi indiciado por injúria racial e lesão corporal. Se condenado, poderá pegar até quatro anos de prisão.
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Jogador se desculpa por expressão racista

“Estou aqui para pedir desculpas, porque sei que errei”, disse ontem o zagueiro Danilo (foto), do Palmeiras.

Na quinta-feira (15), no jogo em que o Palmeiras venceu o Atlético-PR por 1 a 0, pelas oitavas de final da Copa Brasil, Danilo chamou o zagueiro adversário Manoel de “macaco” e cuspiu no rosto dele.

“Não se ofende um homem daquela maneira”, afirmou aos jornalistas durante uma entrevista na qual chorou.

Na quinta, ao término do jogo, Manoel deu queixa no 23º DP (Distrito de Policial) acusando Danilo de racista.

O advogado de Danilo deve ter lembrado-o de que racismo é crime no Brasil. Em caso de detenção, o acusado não tem direito à fiança. A pena vai de um a três anos de prisão.

Em seu depoimento à polícia, Danilo disse o que depois repetiria à imprensa: “Em nenhum momento quis mostrar qualquer ato racista. Foi uma expressão que usei, mas não foi uma ideia ou um pensamento”.

Manoel disse que foi chamado duas vezes de "macaco" por Danilo. "A primeira vez foi dentro da pequena área, quando ele falou "seu macaco do cu". O zagueiro do Atlético contou que, depois disso, fez "coisas impensadas", como um pisão e uma cabeça no adversário palmeirense.

Os jogadores negros do Palmeiras ficaram chateados com Danilo.

O caso foi entregue ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva).